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Os 24 modelos de devoção filial

12 de out. de 2025
1 min de leitura

22 TV COLOSTRO


a árvore prefere a inércia, mas o vento insiste em soprar

a pessoa quer ser boa aos pais, porém estes estão mortos

 

Na dinastia Tang (618-907 d.C.) chinesa viveu o oficial de governo Cui Nanshan. De idade avançada, sua matusalêmica bisavó Zhang Sun não possuía um dente na boca, banguela de tudo, de modo que era incapaz de sequer mastigar arroz caldoso. Alimentar-se era um martírio.

Ao perceber as dificuldades da sogra, sua nora, madame Tang, engendrou uma solução: todas as manhãs, após as abluções, dirigia-se aos aposentos de Zhang Sun e a amamentava. Agradecida, a matrona sorvia com avidez o tépido nutriente.

Contudo, quis o destino que a anciã se adoentasse e, sabedora que a vida estava nos estertores, convocou ao leito de morte todos os descendentes e declarou: “Durante anos, fui amparada por madame Tang, a quem sou profundamente grata. Espero de vocês devoção similar aos devidos pais e sogros”.

Comovidos com as palavras derradeiras, os parentes fizeram do rogo de Zhang Sun o lema da família, transmitido por gerações.

 

pela matriarca, zelo tamanho

refletido em amamentação matinal

gentileza infinda, de impossível retribuição

descendentes, espelhem-se

Imagem: Tofujin 唐夫人

Série: Morokoshi nijushiko 唐土廾四孝 (1848)

Artista: Utagawa Kuniyoshi 歌川国芳 (1798-1861)

 

Imagem: Tofujin 唐夫人

Série: Nijushiko doji kagami 二十四孝童子鑑 (1840)

Artista: Utagawa Kuniyoshi 歌川国芳 (1798-1861)

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