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Estamos juncos


Imagem lindona, né? É uma xilogravura do movimento shin-hanga 新版画, responsável por revitalizar o ukiyo-e 浮世絵 no início do século 20. Os temas costumavam ser clássicos, porém com um tempero moderno, direcionados não apenas à população local, mas também aos estrangeiros em visita, sedentos por imagens de um Japão pastoral cada vez mais raro.

É final de tarde em Izu 伊豆, prefeitura de Shizuoka 静岡県. Contemplamos a baía de Inatori 稲取, caracterizada pelo litoral denticulado e íngreme. O céu exibe matizes blue jeans e água-de-salsicha. A lua banguela sorri. Ancorado em primeiro plano, um imponente trio de juncos, barcaças chinesas de fundo chato.

Juncos são um tipo de barco a vela disponível em duas versões: nortenha, desenvolvida a partir de navios projetados para velejar em rios, e sulista, inspirada nas embarcações austronésias que aportavam nas costas chinesas desde o século 3. Os juncos foram adotados por outros países do Leste Asiático, em especial o Japão, onde eram utilizados como navios mercantes.


Imagem: Izu Inatori 伊豆稲取 (1926)

Artista: Takahashi Shotei 高橋松亭 (1871-1945)


postagem em parceria com @pictures_of_the_floating_world

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