Honremos quem nos presenteia


Duas coloridas carpas foram entregues ao general Maeda Toshi’ie 前田利家 (1538-1599), cortesia do seu subalterno, o comandante Fukushima Masanori 福島正則 (1561-1624). De pronto, Toshi’ie ordenou ao vassalo que redigisse uma carta de agradecimento e, antes que fosse enviada, inspecionou seu conteúdo.

Carpas recebidas a contento.

“Chama isso de agradecimento?”, esbravejou. “Parece um documento de repartição pública.”

Masanori era vinte e três anos mais jovem que Toshi’ie, e hierarquicamente inferior. Em tais circunstâncias, o indivíduo em posição de dominância tende a se portar com soberba.

“Devemos enaltecer a gentileza. Seja mais simpático, diga estar comovido e grato pela atenção recebida. Mensagens aos subordinados devem ser escritas com cortesia. Existe a tendência de considerar a educação em pessoas eminentes sinal de fraqueza, porém trata-se de erro grave. Demonstre menosprezo e será o mesmo que reiterar o abismo social que separa o remetente do destinatário.”


A arrogância faz morada nas pessoas tolas.

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